O BESTÃO

Assim que acabou a Peppa eu desliguei a TV e resolvi buscar nas internets notícias quentes do Brasil e do mundo. Não achei muita coisa que preste, mas pelo menos pude constatar que ainda existe aquela figura caricata que atende pelas iniciais FHC. É que o Aecim nunca mostrou a criatura no horário político que dizem ser gratuito, então pensei que o bico doce que lecionou na Sorbonne tivesse finalmente conseguido a cidadania norte-americana, livrado nossa cara e passado a dar palpites na vida sexual da Michelle Obama. Desconfio que o Aecim tava era com vergonha, feito o Serra.

Para meu desencanto o homem ainda é brasileiro e, pior, continua convicto de que está liberado para falar aquela bobajada a que sua boquinha de ornitorrinco engravatado se acostumou a cometer impunemente. Fiquei sabendo que ele ainda respirava graças ao mais novo barro que soltou por via oral.

Em 1998, quando seu internacionalmente conhecido ego era lustrado pela faixa presidencial, o quatrocentão soltou uma pérola de um lado inesquecível e de outro fedendo a rabo dormente, ao dizer que “fiz a reforma da Previdência para que aqueles que se locupletam da Previdência não se locupletem mais, não se aposentem com menos de 50 anos, não sejam vagabundos em um país de pobres e miseráveis.” Tá certo que perto dele sou pouco mais que um alfabetizado mequetrefe, mas me pareceu que ele falou merda. Primeiro porque vivia dizendo que era o herói dos lascados (que graças a ele teriam deixado de ser lascados) e, de repente, se refere a um país de pobres e miseráveis que eu imagino ser o Brasil. Segundo porque ele mesmo se aposentou mais ou menos 12 anos antes da idade limítrofe da vergonhosa locupletação acompanhada de vagabundagem.

Até onde conta nossa história, ele teria sido aposentado compulsoriamente pela ditadura aos 37 ou 38 anos de idade. Mas, por coerência e para não ser auto-considerado um vagabundo, poderia ter dispensado os proventos, né não? O chato nisso tudo é que eu, uma vez cumprido o contrato que firmei com a Previdência Social e contribuído ao longo de 36 anos e dois meses, me aposentei aos 51 e de imediato fui enquadrado como mais um vagabundo-locupletante do FHC-que-se-aposentou-com-38-anos-mas-não-é-vagabundo-porque-não. Ao inseto tucano, uma pequena resposta-homenagem:

 

Esta semana fomos agraciados com mais uma pérola, graciosamente oferecida pelo boca murcha: segundo sua massa cinzenta festejada nos meios intelectuais, Fiesp incluída, “O PT está fincado nos menos informados, que coincide de ser os mais pobres. Não é porque são pobres que apoiam o PT, é porque são menos informados”. Em miúdos, Minas e Rio de Janeiro são estados cuja população é majoritariamente imbecil; somente São Paulo, a locomotiva do Brasil, possui eleitores realmente conscientes e inteligentes. Os estados do nordeste, então, são o cocô do cavalo do bandido. Aí aparece aquele bando de idiotas raivosos postando mensagens racistas, etnocentristas e xenofóbicas, e a tucanada faz cara de paisagem.

Eu sempre tive certa desconfiança dessas pessoas excessivamente teóricas, porque vivem num mundo à parte e demonstram alguma dificuldade no mundo físico. O boca de bagre não foge à regra, e deu uma pisada na bola de ruborizar qualquer malandro iniciante. A certa altura de seu reinado, quando catava o Malan e ia a NY levar chicote no lombo, se engraçou com uma jornalista da Globo. Sim, um caso típico de chapéu de vaca em cima de dona Ruth. Ocorre que a danada apareceu grávida, então a Globo, toda solícita, transferiu a senhorita para o exterior para abafar o caso. Justiça seja feita: FHC assumiu o baby, passou vários anos pagando pensão, segurou a peteca junto à primeira dama. O problema é que um exame de DNA comprovou que o filho não era dele, após 18 anos de pensão!

Aí um corno de amante se dá o direito de chamar os outros de burros, vê se pode!

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