INGRÊIS PROCÊIS

No final dos anos ’80 fui estudante de Letras da Universidade Católica de Goiás, atual PUC/GO. Foi quando algumas das minhas esquisitices afloraram, como adorar as aulas de latim. Só eu gostava. Na disciplina Língua Inglesa, tive duas professoras que jamais vou esquecer: Áurea, brasileira e Dilys, canadense. 

O assunto hoje é Dilys, uma criatura deliciosamente chata. Exigente. Divertida. Chata.

A chatice da mestra residia na profunda exigência quanto à pronúncia, tínhamos que repetir a leitura em voz alta de parágrafos inteiros, até que ela se desse por satisfeita. O padrão do inglês era o norte-americano com ambas as professoras.

Sempre que rola um evento da MotoGP – e neste abençoado 2026 temos o privilégio de um fim-de-semana inteiro do GP Brasil no autódromo de Goiânia -, eu saio garimpando transmissões da TV, que são infelizmente raras. Não só pela emoção das corridas, com aquele bando de loucos ultrapassando os 300 km/h sobre duas rodas, mas também pelas entrevistas dos pilotos. Por algum motivo, há uma concentração grande de pilotos espanhóis e italianos, e sempre me lembro da Dilys quando os ouço falar.

Hoje me diverti com Marc Marques, discorrendo sobre seu desempenho no treino oficial. O inglês desse povo é delicioso de ruim.

‘To ride fast’ eu achei maravilhoso. 

Seriamente inclinado a indicar a Profª Dilys para o carinha dar um talento. Juntando com os demais espanhóis e a italianada, dá uma turma boa.

Esta entrada foi publicada em Sem categoria. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *