BELLUM DOMINORUM

Os fatos que se sucedem vêm me mostrando que devo me preocupar. O mundo, além de muito chato, agora deu de ficar particularmente perigoso. O recente atentado de Paris é só um exemplo.

Para ficar no passado recentíssimo, foram oito ações violentas – a maioria considerada ato terrorista – praticadas por grupos que rivalizam em periculosidade com nossas torcidas organizadas. É um tal de Boko Haram, além de grupos como o autodenominado Estado Islâmico, o Talibã, o Al Shabab e outras quadrilhas que até nos fazem esquecer a Al Qaeda. 

Está perigoso e devemos nos preocupar por alguns motivos até simples: os radicais islâmicos se acham no direito de ditar regra até para quem não é islâmico. Retratar seu suposto profeta, tal de Maomé, é punido com a morte, a galera do Charlie Hebdo que o diga. Aliás, só o fato de não ser islâmico já é meia sentença, dependendo do humor do sacripanta barbudão de metralhadora mais próximo.

Geralmente após os espetáculos de medo, sangue, intolerância e morte aparecem as vozes de conciliação, querendo convencer o mundo de que os do mal são uma minoria, que o Corão prega o amor mas é interpretado ao pé da letra (se o verso diz que é pra enfiar a adaga no pescoço do infiel, como deve ser interpretado?). Mas aí entram em jogo duas ciências exatas: a estatística e sua mãezona, a matemática.  A primeira mostra que são 7,3 bilhões de almas no planeta, dos quais cerca de 24% são muçulmanos, o que dá 1,75 bilhão. Uma vez aceita a tese da minoria, consideremos que ela representa algo como 0,01% do total. Mais minoria do que isso, só a torcida do Bangu.

Apelemos para a segunda ciência exata (0,01% de 1,75 bilhão) e teremos 175.000 malucos mundo afora nos ameaçando porque somos porcos infiéis, metendo bala e gritando que Alá é grande. Tudo porque não cultivamos aquele hábito esquisito de cinco vezes por dia render salamaleques com o cu voltado para Meca. Ou em sentido contrário, sei lá.

Recentemente acessei um blog mantido por uma brasileira convertida ao islã, que faz a defesa de sua religião e repete os mantras conhecidos, minorias radicais e maioria pacífica à frente como argumentos incontestáveis. Diz que todas as religiões têm lá seus fanáticos e que está cansada de ter sempre que explicar isso e esclarecer que adora usar aquele véu que cobre a cabeça e não raro esconde o rosto.

De certa maneira eu também me sinto cansado, mas de sentir medo, insegurança. Minha opinião sobre religiões é por demais conhecida e nada recomendável, mas não acho justo que se trace um paralelo entre um fanático católico ou evangélico e um fanático islâmico. Os cristãos não se caracterizam por jogar bombas nos outros (não confundir com governos ocidentais ávidos por petróleo) nem descarregam metralhadoras em restaurantes, casas noturnas e redações. Essa diferença é fundamental.

Fanáticos ou fundamentalistas católicos, evangélicos e de outras religiões incomodam somente por serem extremamente burros e/ou desonestos, mas a agressão que praticam fica num patamar bem menos belicoso do que a praticada pela galera que acredita ter um monte de virgens lhe esperando do lado de lá.  

Lembro que foram necessários apenas dois malucos para fazer aquele estrago no episódio do Charlie Hebdo e somente oito em Paris. O banco de reservas, portanto, estava lotadão, à disposição do ‘professor’.

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2 respostas a BELLUM DOMINORUM

  1. Cynthia disse:

    É isto mesmo amigo! Os cristãos já tiveram seu momento de obscurantismo, já impuseram a fé no fio da espada, mas evoluíram e isto é passado. Parece que a turma do Islã desconhece o conceito de evolução….

  2. Alfredo Karras disse:

    A chave para entender o Islã é a PERSONALIDADE de Maomé; não vou explicar a porra toda do Alcorão aqui mas o lance é o seguinte: Jesus não era o filho de Deus e deve ser posto de lado em prol de Maomé, designado por Allah como o “Homem Perfeito”. É dever de todo muçulmano procurar igualar-se a Maomé, desde o figurino até as ações. E no que é perfeito não se mexe, portanto não se altera o livro “psicografado” por um “homem perfeito”. Ora, os ditos “extremistas” são os verdadeiros muçulmanos e os “moderados” estão em erro! Ainda assim, os moderados apoiam os extremistas. E Maomé, antes de morrer e voltar ao quinto dos infernos de indo saiu, ordenou que os muçulmanos conquistassem o mundo utilizando-se de QUAISQUER TÁTICAS, o que inclui a MENTIRA. Já deu pra entender o tamanho da treta que JÁ chegou aqui..?

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